A globalização e os avanços tecnológicos são sem dúvida grandes ganhos a humanidade. Mas até onde isso afeta de maneira positiva algumas comunidades.  Tribos indígenas começaram a repensar  o impacto que estão causando no meio ambiente e a própria comunidade  e estão mudando o consumo de energia. Painéis solares combinados a produção de energia com geradores a diesel vão gerar uma economia de mais de 360 mil reis ao ano em recursos federais, além de melhor a saúde e a educação aponta estudo.

Em quase todo território Amazônico, tribos e comunidades isoladas são abastecidas de luz através de geradores a diesel ou a gasolina. Um opção barulhenta, cara e que polui o meio ambiente. Afim de mudar essa realidade alguns projetos vem sendo desenvolvidos como fontes alternativas de gerar energia no Xingu.

Foram instalados 70 sistemas fotovoltaicos em aldeias do território indígena da região, para irem substituindo o uso de geradores. O que aumentou tanto geograficamente quanto em tempo de uso a oferta de energia. O  Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema,) apresentou  em Manaus, no último dia 27 de março, um estudo socioeconômico sobre o projeto Xingu Solar, do Instituto Socioambiental (ISA), que mostrou resultados sobre os impactos dessa mudança na vida dessas comunidades.  A pesquisa revelou que 53% dos indígenas que receberam a energia solar sentiram-se mais seguros no atendimento médico de urgência, na educação, 43% das aldeias com energia solar passaram a oferecer ensino noturno.

“O homem branco dá educação para os filhos na escola. Mas para a gente a educação é dentro de casa, com os mais velhos contando histórias para os filhos, netos, visitantes. Só que com o gerador, as comunidades estavam perdendo isso. É muito barulho, todo mundo corre quando está ligado. Agora não tem barulho, ninguém mais fica irritado. E o pessoal começou a contar história novamente.” afirmou o líder indígena Wareaiup Kaiabi, da Associação Terra Indígena do Xingu (Atix).

Fonte: Estadão