Uma cultura onde todos tenham valor foi o fio condutor da conversa do painel “Good Culture, como redesenhar a cultura urbana”, que aconteceu na Sustainable Brands SP 2018, nessa terça-feira, 4 de dezembro, no Parque do Ibirapuera.

O espaço geográfico urbano hoje já é agenda dos movimentos que buscam transformar o cenário da cidade, que cada vez mais só tem a ganhar com a riqueza da diversidade cultural. O painel reuniu três representantes de temáticas que buscam o reconhecimento dentro dessa cena: afro-empreendedorismo e juventude negra, idosos e mercado musical.

“Quando eu penso em cultura urbana, eu penso em território e em como a gente constrói a cultura nesses territórios”, disseAdriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, o maior evento de empreendedorismo da América Latina que reúne criadores negros de diferentes setores.

 

Segundo o “World Population Prospects: The 2017 Revision”, publicado pelo Departamento para os Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, em 2060, 68% de pessoas terão mais de 65 anos. “Ninguém se conecta com o envelhecimento e caso se conecte, raramente essa conexão é positiva. O que a gente busca fazer é criar uma cultura em que todos temos valor”, ressaltou Sérgio Serapião, idealizador do Movimento LAB60+, um laboratório colaborativo que contribui para inovarmos e redefinirmos nossa longevidade.

No que diz respeito à música, o Brasil precisa evoluir muito ainda pra considerar o potencial existente como parte importante da economia. “Nós não temos um problema de criação, pelo contrário, temos artistas ótimos. A má notícia ou então, oportunidade de melhoria, é que quando a gente compara o Brasil com outros países é discrepante a diferença do que a gente gera de sustentabilidade econômica para o cenário musical”, alertou Leandro Ribeiro da Silva , gerente de projetos da BMA, Ong que desenvolve iniciativas para auxiliar empresas do mercado musical a desenvolver negócios nesse setor.

 

Por Camila Doretto.