O Pearl Jam, que se apresentou ontem no festival Lollapalooza, em São Paulo, provou sua importância não só no rock, mas também para com o meio ambiente: o grupo vai compensar todas as emissões de CO2 dos shows que fez no Brasil.

A banda fez uma parceria com a Conservação Internacional (CI-Brasil) para mitigar o carbono do transporte aéreo e terrestre dos integrantes da banda e equipe, das estadias em hotel, bem como a pegada de carbono gerada pelos fãs que participaram dos shows. No total, serão compensadas 2.500 toneladas de dióxido de carbono, produzidos durante as apresentações feitas no Rio de Janeiro e São Paulo.

Com essa atitude, o Pearl Jam está apoiando a maior iniciativa de restauração florestal na Amazônia, o “Amazonia Live”, que é o resultado de uma parceria entre a Conservação Internacional, o Ministério do Meio Ambiente, o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Banco Mundial, o Fundo Brasileiro de Biodiversidade (Funbio), o Instituto Socioambiental (ISA) e o Rock in Rio. A compensação será feita por meio do plantio de novas árvores em sistema de agrofloresta na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uatumã, no Amazonas, por meio do Programa Carbono Neutro do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). ​Este investimento também beneficiará diretamente 27 famílias, empregando 30 pessoas como coletores de sementes, trabalhadores de viveiros e plantio, bem como técnicos agrícolas.

O engajamento da banda com meio ambiente não é novidade. Desde 2000, o Pearl Jam e a Conservação Internacional são parceiros em iniciativas de mitigação de carbono. Em 2012, o Pearl Jam se tornou a primeira banda carbono neutro do mundo. Em 2015, compensaram o CO2 produzido durante a turnê na América Latina e EUA, com investimentos no Projeto Alto Mayo da Conservação Internacional no Peru e no Projeto Floresta Amazônica de Valparaiso da Fundação CarbonFundBrasil.