Por Paulina Chamorro

Olhe em volta e pense: absolutamente tudo precisou de água em algum momento da produção. Principalmente na alimentação, setores industriais e energéticos. Uma demanda que aumentará em ritmo acelerado – e em sintonia com o crescimento populacional. Quando consumimos, estamos consumindo uma quantidade enorme de água também.

Dois terços da população mundial atualmente vivem em áreas que passam pela escassez de água por, pelo menos, um mês ao ano, de acordo com o relatório das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2017.

Embora pareça distante, faz só dois anos que a região mais populosa do Brasil passou por uma crise da água que acendeu a luz amarela. Será?

Muitas pessoas sentiram, pela primeira vez, o risco de não ter água para seu cotidiano.

Abriu-se campo para discutir também as relações com a natureza. Afinal mudanças climáticas geram alterações nos regimes de chuvas, secas prolongadas, derretimento de geleiras que abastecem de água importantes capitais latino-americanas, enchentes e uma infinidade de associações que podemos fazer. E se alteramos, poluímos, desmatamos e degradamos ambientes, só estamos acelerando esses processos. É um ciclo natural.

Começa o Fórum Mundial da Água neste domingo dia 18, o maior evento global sobre o tema, realizado a cada três anos e esta será a primeira vez que acontece no Hemisfério Sul. Justamente numa porção do planeta onde ainda há florestas relativamente conservadas e uma boa porção de água doce (só o Brasil tem 13% de toda a água doce do mundo).  Por seis dias, governos, sociedade civil e iniciativa privada irão discutir políticas públicas, uso e soluções para o tema.

Se o setor produtivo, da moda, de alimentos, de saneamento, industrial, de energia, abastecimento, consumidores e governos precisam estar conectados para agir contra a desigualdade de acesso a água e saneamento, contra o desperdício, e pelo melhor uso desse recurso, o que falta?

Uma das respostas seria: conhecimento. E como diz nossa entrevistada do mês, Celine Cousteau, neta do lendário Jacques Cousteau, quando se conhece o problema temos responsabilidade de agir. Com pequenas ou grandes ações.

 

 

 

 

Photo on Visual hunt