O Brasil é um grande produtor do jeans, indispensável no guarda roupa de qualquer pessoa. A pegada hídrica desta peça é bem grande. Para produzir apenas uma calça jeans são utilizados de 3 mil a 10 mil litros de água, sabia?

Mas temos ótimos exemplos de que é possível produzir jeans de um jeito diferente e reduzindo o gasto de água.

A Vicunha Têxtil, por exemplo, vem olhando com atenção para a sua cadeia produtiva a fim de levar em conta indicadores de sustentabilidade. Há mais de 15 anos, a empresa investe em processos alternativos, mais verdes e limpos. A Vicunha possui um plano diretor que inclui o uso racional da água em toda a cadeia. Usa técnicas envolvendo conceitos como o WATERLESS, que diminui o consumo e o ZERO EFLUENTE, que além de gerar cada vez menos efluentes, também consegue torná-los menos agressivos com redução e eliminação de químicos como a soda cáustica. Outra prática no processo é o uso de algodão BCI e reciclado que eliminam a água usada em plantios convencionais.

A catarinense Damyller começou há seis anos com a Máquina de Ozônio no processo de limpeza das peças. Além de deixar um aspecto vintage nas peças, o equipamento permite a economia de uma tonelada de produtos químicos por mês, antes usados para promover a lavagem do denim, além dos produtos indiretos que seriam usados no tratamento dos efluentes. Outro benefício importantíssimo é a redução do uso de 3,3 milhões de litros de água (o suficiente para encher quase duas piscinas olímpicas), que deixam de ser usados no processo todos os meses. Até agora, a marca já economizou 120.911.342,00 litros de água no seu processo produtivo. Por conta disso, a Damyller ganhou o Prêmio ECOERA 2016 na categoria Planeta.

 

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