O número fornecido pela ONU já é assustador, mas fica ainda pior quando sabemos que 99% dos produtos que compramos são jogados fora dentro de seis meses. Nesse ritmo, para que tenhamos recursos naturais suficientes pra nos suprir e um mundo capaz de absorver o lixo que produzimos, precisamos de 70% de um outro planeta Terra.

No Dia Mundial do Habitat, celebrado no último 1º de outubro, a chefe do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Maimunah Sharif, cobrou mudanças nos padrões de consumo para combater o excesso de lixo nos ambientes urbanos. A Organização pretende ampliar seu apoio às cidades para que órgãos municipais aprimorem suas práticas de gestão de resíduos, principalmente no que diz respeito à coleta e descarte do lixo.

“O volume de lixo no mundo é enorme. Uma parte é reciclada, mas muito (dele) é simplesmente descartado, causando problemas de saúde para as pessoas, seus animais e poluindo nosso meio ambiente. A quantidade de lixo produzido por indivíduos, comunidades, empresas, instituições, mercados e fábricas continua a crescer tremendamente”, alertou Sharif.

Mudar nossos hábitos do cotidiano, que muitas vezes envolvem ações automáticas e sem consciência, também é um dos caminhos possíveis pra começar uma mudança necessária e urgente. “Eu acredito que a gestão eficaz do lixo começa com nós, como indivíduos. Por meio da ação coletiva, podemos alcançar um mundo que é mais limpo, mais verde, mais seguro, mais saudável e mais feliz para nós vivermos, trabalharmos e nos divertirmos”, disse Sharif.

A fim de promover um futuro urbano melhor, todos os anos a ONU-Habitat realiza e apoia eventos em cidades de todo o mundo durante o Outubro Urbano. O mês ganhou este nome porque logo na primeira segunda-feira comemoramos o Dia Mundial do Habitat, que esse ano tem como tema “Gestão Municipal de Resíduos Sólidos”. Os eventos terminam com a celebração do Dia Mundial das Cidades, no dia 31.

Fonte: ONU