Esta semana foi lançada em São Paulo o importante Panorama do Consumo Consciente no Brasil: desafios, barreiras e motivações, pelo Instituto Akatu.

A pesquisa completa acesse aqui.

Selecionamos alguns trechos de destaque!

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O brasileiro prefere o caminho da sustentabilidade ao do consumo, revelou a Pesquisa Akatu 2018 – Panorama do Consumo Consciente no Brasil: desafios, barreiras e motivações, lançada no dia 25 de julho, em evento no Sesc Consolação, em São Paulo.

Na pesquisa, foi feito um ranking de preferência dos entrevistados. Dentre os dez principais desejos dos brasileiros, os sete primeiros escolhem o caminho rumo à sustentabilidade. Enquanto o primeiro lugar é ocupado pelo desejo de “estilo de vida saudável” o segundo lugar indica o desejo pelo “carro próprio” (consumo). Os três itens seguintes indicam a preferência pelo caminho da sustentabilidade: “água limpa, preservando fontes” “alimentos saudáveis, frescos e nutritivos” “tempo para pessoas que gosto”

Entrevistados de 12 cidades em todas as regiões brasileiras apontaram seus maiores e menores desejos, em 10 situações relacionadas a temas como mobilidade, saúde, energia, afetividade e lazer, por meio de uma metodologia chamada Maxdiff.

Outro ponto destacado na Pesquisa é sobre a confiança e o preço dos produtos:

“O alto preço percebido dos produtos sustentáveis e a falta de informação e indisponibilidade de produtos são questões-chave para o consumidor brasileiro adotar mais intensamente práticas sustentáveis. Nesse sentido, há uma categoria de barreiras para tal adoção em que os consumidores percebem necessidades de esforço como um conjunto de ações que os leva na contramão de tais práticas”.

E o que estimula o consumidor às práticas mais sustentáveis?  Os consumidores tendem a valorizar um pouco mais os gatilhos que falam do impacto coletivo, sobre o mundo e a sociedade. Nesse sentido, a pesquisa identificou dois grupos de gatilhos: os emocionais (com benefícios para o outro) e os concretos (com benefícios para si próprio). O gatilho mais importante na primeira categoria se revelou ser “contribui para um futuro melhor para filhos/netos”, enquanto que na segunda categoria se revelou ser “traz benefícios à minha saúde”.

Após a apresentação dos resultados, foi realizado um debate técnico com Aron Belinky (FGV), Sofia Ferraz (ESPM e FGV), Kavita Hamza (FEA/USP) e Karla Mendes (Quantas), responsáveis pela pesquisa. Um dos pontos debatidos foi a baixa adesão de jovens pelos caminhos da sustentabilidade, que gera preocupação pelo fato de o jovem ser um “motor de mudança”. Entre os motivos, a pesquisa apontou o preço dos produtos e a falta de informação. Algumas possibilidades para aumentar engajamento dos jovens seriam informações no rótulo dos produtos (por exemplo, como descartar, o que fazer com a embalagem) e apontar que a questão do preço é uma questão de valor. Por exemplo, melhor pagar mais caro em uma ou duas peças de roupas que vão durar, do que pagar menos em seis peças sem qualidade.

Após esse dabate, representantes das marcas O Boticário, Coca-Cola, Unilever, Natura e Cargill tiveram espaço para falar sobre os insights que tiveram com os resultados das pesquisas. Dentre as ações das empresas, melhorar o acesso às informações dos produtos, tal como especificações do rótulo, foram o destaque.