VAMOS FALAR SOBRE OS IMPACTOS DE UM CONSUMO ACELERADO E ESTIMULADO DURANTE O MÊS DE NOVEMBRO E A CAMPANHA “BLACK FRIDAY”

Durante o todo o mês de Novembro, o mundo todo é impactado por diversas campanhas direcionadas ao estímulo de compras e oportunidades da “Black Friday”.

Esse dia, que teve origem no grande varejo dos Estados Unidos, ganhou o mundo como forma de aquecimento econômico e alto poder de persuasão para movimentar grandes redes do mercado.

Mas será que você precisa de fato aderir essa campanha e comprar algo novo?

Além de propagar um compra rápida e emocional, a tal Black Friday gera gatilhos de necessidade e oportunidade única para diversos produtos e serviços.
O que, em muitas vezes, proporciona aquisições indesejadas, equivocadas e sem sentido algum com sua rotina ou necessidade.

Segundo dados do setor, grande parte das vendas ainda acontecem através do comércio eletrônico. Mas, para essa edição, existem grandes expectativas de compras realizadas também em lojas físicas. É esperado que as vendas sejam praticamente equiparadas entre os pontos de venda.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, as vendas para essa época do ano devem aumentar cerca de 18% – chegando a R$3.45 Bilhões.
Valor estimado entre os dias 29 de Novembro (véspera da Black Friday) e a segunda feira, pós campanha.

Um volume extremamente alto num momento em que falamos tanto sobre repensar nossos hábitos de consumo e fazer escolhas mais responsáveis.

Deixamos aqui, alguns números que retratam a problemática forma com que produzimos e consumimos ao longo de nossas vidas:

São cerca de 50 milhões de toneladas de garrafas PET sendo produzidas por ano em todo o mundo e apenas cerca de 18% delas sendo recicladas;

Cerca de 1,5 milhões de sacolinhas plásticas sendo distribuídas por hora, somente aqui no Brasil;

Uma média de 80 bilhões de novas peças de roupa sendo colocadas em araras em lojas do mundo todo. Sendo grande parte produzida em materiais como Poliéster e outros derivados do petróleo.

Utilizamos cerca de 17 mil litros de água para a produção de UM kg de carne bovina. Quantia estimada em todo o processo, desde a pastagem do animal, até toda a cadeia produtiva.

Geramos 1 kg de lixo plástico por SEMANA – Quantia média que um brasileiro é capaz de produzir.

Em 2050, teremos mais plástico do que peixes em todo o oceano. E hoje já é possível encontrarmos plásticos (microplásticos) em diversos animais marinhos;

Apenas 6 meses – Esse é o período em que costumamos utilizar o que compramos. Cerca de 99% das coisas que adquirimos, são “jogadas” no lixo logo após esse pequeno espaço de tempo;

Cerca de 44 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram produzidas até 2017.

E esses são apenas alguns dos números gritantes e impactantes de como nosso consumo tem transformado o planeta em que vivemos em um grande acúmulo de lixo. Lixo que não desaparece ou simplesmente vai pra longe de nossos olhos.
Todo esse material que é descartado não se desintegra, não deixa de existir. A grande maioria vai estar presente em nossas vidas, causando sérios danos à saúde.

Vamos repensar nossas escolhas e buscar cada vez mais por alternativas de impacto positivo.

Fonte: G1 | The Guardian | ABCOMM | Procon