Por Paulina Chamorro, editora do Portal ECOERA

 

O mês de abril vamos deixar para discutir um dos temas que vocês já viram por aqui: o plástico em nossas vidas.

Não só aquele para guardar comida na geladeira. Mas convidamos para um olhar para o plástico nosso de cada dia. De embalagens até o que tem dentro de embalagens. Do plástico de único uso, ou seja, aquele que perfeitamente poderia não ser usado, até descarte do mesmo.

O alerta global foi dado pela ONU ano passado. Ao lançar a Campanha #CleanSeas, ou #MaresLimpos na versão brasileira, mostrou dados absurdos: até 2050, os oceanos terão mais plásticos que peixes.

E também temo o microplástico, presente em nossos produtos de beleza e limpeza, como esfoliantes e pastas de dentes.
Muitos países já baniram as marcas de produzir estes produtos. Isto porque estas micropartículas não são filtradas pelo sistema de água e esgoto, passam direto pros córregos e depois vão parar no mar. De novo ele.

Estamos num estado tão alarmante que podemos estar comendo plástico também.

O plástico é feito de petróleo, que por sua vez na água se fragmenta e também acaba virando micropartículas impossíveis de serem filtradas.

E por isso e por outras histórias que vamos contar este mês, é que queremos chamar a atenção para uma questão bem mais simples: quantas vezes consegue dizer não ao plástico que você não precisa?

O escritor Ruy Castro escreveu em janeiro na Folha de São Paulo sobre os “canudinhos assassinos”. Ele contou que por ano usa 500 deles. Mas foi além. Calculou o volume de canudinhos entre os bebedores de agua de coco só dos quiosques da orla atlântica do Rio – do Leme ao Pontal, não há nada igual -: seriam 32.850.000 canudos de plástico por ano! Isso mesmo, MILHÕES.
Nos EUA, são 500 milhões por dia!

Por isso, refletir antes de pedir um suco sem canudo, um café sem colherzinha, uma sacola plástica, é fundamental. Porque são plásticos que usamos por 5 minutos em média e depois não sabemos mais do seu destino. Se cada um pensar que um canudinho só não importa, façam a conta: qual seria o impacto se todos pensarem assim?

Vamos trazer soluções, bons exemplos e também alguns detalhes de outros impactos. E queremos ouvir também das suas iniciativas. Mande suas pautas para conteudo@portalecoera.com.br