A sede da ABIT foi novamente o local do encontro das empresas Guardiãs da Moda na Água. Ocorrido no dia 16/09 o evento contou com a participação de representantes das oito empresas, além de Lucas Pereira, diretor técnico da Iniciativa Verde, organização do terceiro setor com diversos projetos em andamento, ligados ao clima.

A reunião contou com uma série de “boas notícias” trazidas por Chiara Gadaleta, mediadora do encontro e fundadora do movimento.

Vamos olhar mais de perto para essas vitórias e conquistas.

Chiara abriu a reunião falando que tem muito orgulho de tudo o que já foi conquistado pelo movimento A Moda Pela Água em apenas 5 meses de jornada.

Ela destacou, por exemplo, a parceria da Marisa com a Vicunha que, em pouquíssimo tempo, alavancou o lançamento da primeira coleção de peças sustentáveis da rede de varejo.

Um lançamento com a agilidade, o poder e a força de difundir uma mensagem que só a moda oferece. Principalmente quando capitaneada por uma marca grande e democrática como a Marisa, associada com uma indústria têxtil experiente e ao mesmo tempo inovadora como a Vicunha.

Chiara também chamou a atenção para o lançamento da RE-FARM JEANS, iniciativa da FARM que levou para as araras das lojas jeans 100% sustentáveis e certificados pela ZDHC.

Muitas outras novidades foram comemoradas. Desde importantes contratações de profissionais especializados em sustentabilidade pelo Grupo Lunelli, até as ótimas “coincidências” entre o Fashion Pact– lançado recentemente pelo G7 na França – e a missão do movimento A Moda Pela Água. Essas “coincidências” podem ser resumidas na fórmula MEXWE, bandeira que o AMPA vem levantando desde o seu início.

Os números de engajamento tanto da rede social quanto da plataforma também são animadores: 4,5 K no Instagram e mais de 26 mil visualizações no site A Moda Pela Água.

Abaixo, outros highlights da apresentação da Chiara:

“Gosto desse tom da nova geração que aborda questões sustentáveis com bom humor!”

A moda está mudando de lugar e passa a ocupar espaços antes reservados apenas para a economia e a política. 

Chiara recomendou a leitura do livro “Fashionópolis” The price of fast fashion and the future of clothes e o filme-documentário “A Água que Falta”, como sinais explícitos que as questões da água e do clima estão diluindo as fronteiras entre moda, arte e política.

Com a palavra o terceiro setor =D

Lucas Pereira é diretor técnico da INICIATIVA VERDE, organização do terceiro setor que tem foco em abrir contato com empresas, a fim de selecionar projetos regionais de impacto ambiental positivo. O ambientalista apresentou uma série de projetos que estão em andamento em diversas partes do país.

Contou, por exemplo, que estiveram recentemente em ALTAMIRA com um projeto com foco em regeneração de uma empresa alemã que vende AÇAÍ, um produto que vem direto da biodiversidade e que, por isso, merece toda a atenção da empresa nos aspectos sustentáveis.

Lucas narrou ainda, o caseda RENNER um player de moda que optou pelo viés da construção civil para atuar na sustentabilidade. A Renner passou a mesurar a emissão de gases do efeito estufa na construção das lojas da rede. Depois, juntamente com a Inciativa Verde, abraçou um amplo projeto de implantação de florestas nativas, neutralizando o CO2 relativo a essas edificações.

Outros projetos da Inciativa Verde, apresentados por Pedro como exemplo de parcerias de sucesso entre ONG e setor privado:

Case da Kimberley-Clark: Faz restauração de áreas para compensação de pegada hídrica.

Case Ama, da Ambev: Leva agua potável para quem não tem.

Projeto da Unilever em parceria com a Unicef: Faz captação de água para escolas publicas na região do semiárido.

E o projeto com a Guardiã da Água na Moda, Vicunha Têxtil, o SISAR, que acontece no estado do Ceará e beneficia a população local com gestão consciente de recursos hídricos e saneamento básico.

Lucas destacou ainda os seguintes pontos:

A necessidade de ficar atento a CONTINUIDADE dos projetos instalados, uma vez que apenas 2 ou 5 anos não são suficientes para a transformação acontecer.

A importância do movimento A Moda Pela Água pela capacidade que a moda tem de divulgar essas causas e engajar o público.

Porém, o projeto que mais chamou a atenção dos participantes foi o PLANTANDO ÁGUAS– projeto já mapeado pela Iniciativa Verde que acaba de ser vencedor do National Energy Globe Award e que atua em comunidades rurais de nove cidades do estado de São Paulo com o objetivo de proteger os recursos hídricos.

O movimento AMPA e as empresas Guardiãs da Água na Moda, ficaram de estudar uma possível associação a esse projeto, através do sistema de FUNDO COMPENSATÓRIO.

Os próximos passos do movimento incluem também:

  • O próximo Encontro das Guardiãs que acontecerá e 8 de outubro e contará com a presença do publicitário e mentor Ricardo Guimarães, um dos pioneiros na fusão entre o setor privado e iniciativas sustentáveis, com o case da Natura.
  • A comemoração do Green Friday com o envolvimento de todas as empresas Guardiãs.
  • E a possível realização do AMPA DE PORTAS ABERTAS, encontro com a participação de consumidores finais e Guardiões da Água na moda, a se realizar em dezembro de 2019 com local ainda em aberto.