Em tempos onde a sustentabilidade é a palavra de ordem, ressignificar se tornou uma prática indispensável. Seja no design, moda, arte, beleza e até mesmo interpessoalmente. Atribuir um significado novo, renovar, reavaliar são ações de quem busca um futuro que impacte positivamente o meio em que vivemos. Convidamos Simone Collet, designer de interiores, do site “Meu Estilo Decor” para uma conversa descontraída. Simone foi colaboradora no projeto RioECOERA de 2015, uma das edições de moda sustentável promovidas pelo portal.  Neste bate papo  ela irá passar dicas sobre decoração vintage/sustentável  e falar sobre o blog.

 

1- Como e por que começou o seu projeto “Meu Estilo Decor” ?

O projeto começou do meu desejo de desmistificar o design de interiores e ensinar de uma maneira simples como funciona o processo de criação de um projeto de interiores. Por isso eu criei o Roteiro de decoração para a Vida Real com 7 passos infalíveis, que podem ser seguidos por qualquer pessoa, para decorar sua casa com sua cara sem gastar uma fortuna.

2- Como vê a sustentabilidade no dia a dia dos designers de móveis ?  Como os consumidores estão respondendo a essa demanda?

Eu acredito que a sustentabilidade não é uma questão separada do design. Não faz sentido para mim pensar no projeto de interiores como uma tela em branco onde você substitui revestimentos, móveis e objetos por novos. Muitos clientes ainda pensam assim. Que para ter uma casa bacana precisam trocar tudo, jogar o que tem fora e comprar tudo novo. É papel do profissional de interiores mostrar para os clientes que usar as coisas que ele já tem, além de contribuir com o meio ambiente, dá personalidade aos espaços.

3- O que acha do uso de peças antigas e de segunda mão para a decoração de ambientes ?

Eu acho que usar peças antigas na decoração é o jeito mais charmoso e barato de criar uma decoração exclusiva e com a cara do morador. Um ambiente com tudo novo, seguindo todas as tendências de decoração, corre o risco de ficar com cara de showroom de loja. Quando você mistura móveis e objetos com história com  peças novas você cria uma mistura única que deixe sua casa com a sua cara.

 

4- Gostaríamos de 5 dicas de como garimpar peças em antiquários e espaços de peças usadas.

Dica  1 – Olhe a peça por todos os ângulos à procura de cupim, rachaduras, arranhões e outros defeitos. Se a peça de madeira tiver cupim, não compre. O custo da descupinização costuma não compensar. Rachaduras e outros defeitos podem até ser tolerados se você amou a peça, mas negocie um desconto.

Dica  2 – Sempre negocie o preço. Nunca aceite o primeiro preço negocie. A pechincha faz parte da diversão do processo de garimpo.

Dica  3 – Não se esqueça do frete. Os móveis e objetos garimpados vão caber no seu carro ou você vai precisar contratar frete? Geralmente em feirinhas de antiguidade você encontra carretos, mas negocie o valor do frete antes de comprar o móvel que está cobiçando. Muitas vezes o custo de frete inviabiliza a pechincha.

Dica  4- Saiba exatamente que móvel está procurando. É como ir ao supermercado sem lista, você acaba gastando muito mais e comprando coisas de que não precisa. Ao visitar antiquários, brechós e feirinhas, saiba que tipo de móvel está procurando e (muito importante) as medidas máximas da peça. É muito comum as pessoas se apaixonarem por um móvel e ao chegar em casa perceberem que a peça é muito grande para o espaço disponível.

Dica  5- Mantenha mente e olhos bem abertos. Um móvel antigo pode ser usado para funções diferentes da sua função original.  Por exemplo, uma cristaleira pode ser usada como sapateira, um mancebo pode se transformar em uma luminária de piso e uma gaiola antiga em um lindo pendente.

Para conferir mais dicas e ficar por dentro do mundo do design sustentável, acesse o link abaixo.

www.meuestilodecor.com.br