Em 2016, o mercado de luxo ficou em polvorosa com uma novidade da designer Gabriela Hearst: a bolsa Nina (de Nina Simone, a cantora). O acessório, que lembra o formato de um biscoito da sorte, inicialmente teria uma edição limitada, e hoje tem uma longa lista de espera.

A bolsa Nina

Essa informação é só para ilustrar um pouco a importância da marca nesse mercado, e a importância de um nome tão respeitado usar uma plataforma como a moda para defender a sustentabilidade. É hora de mudar, e Gabriela Hearst está bem ciente disso.

Em entrevista feita em junho por um portal de moda de Hong Kong, ela contou que o fato de ter nascido no Uruguai e crescido em um rancho, moldou seus valores sobre moda sustentável. Porque teve esse background próximo à natureza, sempre foi atraída pela fibra natural, com objetos e estruturas feitas para durar. “Acredito que o luxo não precisa ser um desperdício”, disse Gabriela.

E para colocar em prática sua sustentabilidade na marca que leva seu nome, Hearst investe em melhores materiais e no melhor artesanato, para que o design não seja apenas bonito, mas possa passar no teste do tempo. Que que as peças se tornem de segunda mão, e não sejam jogadas fora.

Quer exemplos do posicionamento da marca? Em fevereiro de 2017, Gabriela Hearst apresentou uma coleção inspirada em Angela Davis, e o desfile da passarela tinha bancos e cadeiras emprestadas de sua casa e escritório, numa atitude plastic free. Almofadas de caxemira para convidados foram tricotadas pela organização sem fins lucrativos Manos del Uruguay a partir do excesso de fio de sua coleção anterior e sete conjuntos de roupas foram feitas com tecidos e materiais existentes. Também no ano passado, a empresa foi incluída no Business of Fashion BOF500 2017 – o índice profissional das pessoas que moldam a indústria da moda global.

Outra ação da marca é ficar livre de plástico até ano que vem. As embalagens de suas peças já são compostáveis.

Conheça a marca no site oficial: www.gabrielahearst.com